Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

4ª feira da 6ª Semana do TC

  • 1ª Leitura
  • Salmo
  • Evangelho
  • Sabor da Palavra

Gênesis 8,6-13.20-22

6 Passados quarenta dias, Noé abriu a janela, que tinha feito na arca, e soltou um corvo, 7 que ficou revoando até que secassem as águas sobre a terra. 8 Soltou, também, uma pomba para ver se as águas tinham baixado sobre a face da terra. 9 Mas a pomba, não achando onde pousar, voltou para junto dele na arca; porque as águas ainda cobriam a superfície de toda a terra. Noé estendeu a mão para fora, apanhou a pomba e recolheu-a na arca. 10 Esperou, então, mais sete dias e soltou de novo a pomba. 11 Pela tardinha ela voltou e eis que trazia no bico um ramo de oliveira com as folhas verdes. Assim, Noé compreendeu que as águas tinham cessado de cobrir a terra. 12 Esperou ainda sete dias e soltou a pomba, que não voltou mais. 13 Foi no ano seiscentos e um da vida de Noé, no primeiro dia do primeiro mês, que as águas se retiraram da terra. Noé abriu o teto da arca, olhou e viu que toda a superfície da terra estava seca. 20 Então Noé construiu um altar ao Senhor e, tomando animais e aves de todas as espécies puras, ofereceu holocaustos sobre o altar. 21 O Senhor aspirou o agradável odor e disse consigo mesmo: “Nunca mais tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, pois as inclinações do seu coração são más desde a juventude. Não tornarei, também, a ferir todos os seres vivos, como fiz. 22 Enquanto a terra durar, plantio e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite jamais hão de acabar”.

Palavra do Senhor.

Sl 115(116B)

Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? /
Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. /
É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos. – R.

Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido; /
nos átrios da casa do Senhor, / em teu meio, ó cidade de Sião! – R.

Marcos 8,22-26

Naquele tempo, 22 Jesus e seus discípulos chegaram a Betsaida. Algumas pessoas trouxeram-lhe um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. 23 Jesus pegou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele, colocou as mãos sobre ele e perguntou: “Estás vendo alguma coisa?” 24 O homem levantou os olhos e disse: “Estou vendo os homens. Eles parecem árvores que andam”. 25 Então Jesus colocou de novo as mãos sobre os olhos dele, e ele passou a enxergar claramente. Ficou curado e enxergava todas as coisas com nitidez. 26 Jesus mandou o homem ir para casa e lhe disse: “Não entres no povoado!”

Palavra da Salvação.

Pedir a cura de nossa cegueira

Mc 8, 22-26

“Algumas pessoas trouxeram-lhe um cego e pediram a Jesus que tocasse nele.” (Mc 8,22)

A liturgia de hoje deixa mais uma vez evidente aquela dinâmica que o Papa Francisco vem propondo à Igreja: a necessidade de sermos uma “Igreja em saída”, que vai ao encontro dos necessitados, pois Jesus sendo o caminho colocou-se ele mesmo a caminhar de cidade em cidade em missão. No Evangelho de hoje, Ele entra em Betsaida e lhe é apresentado um cego. Jesus cura-o restabelecendo sua visão. Na cena evangélica, o cego é apresentado sem nome para significar que, para além da cegueira física, existe a cegueira existencial ou espiritual da qual todos estamos propensos.

A cegueira existencial ou espiritual refere-se ao modo de ver o mundo de forma limitada e usual.  Vemos os seres que constituem o Universo (os corpos celestes, a água, os animais, as plantas com suas flores e frutos, etc.), mas não vislumbramos neles as pegadas do Criador; refere-se principalmente ao coração que, fechado em si mesmo, não quer se abrir ao mistério do amor divino que se revela nas escrituras, na Eucaristia, na convivência fraterna e nos acontecimentos simples, mas significativos da nossa vida diária.

Portanto, para ver de forma global e livre, é preciso ter coragem de sair das cadeias existenciais, dos labirintos, de todas as formas de alienação, para deixar-se tocar por Jesus e enxergar a realidade com o ocular da fé e não apenas com os sentidos físicos.

Reflexão feita pelos noviços