Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Meditação diária

dezembro/2018

  • Simplicidade

    Pessoas, autoridades, lideranças, potentados que têm algum tipo de poder, de riqueza, de mando muitas vezes são admiradas pela simplicidade. Elas vivem de forma simples sem carregar qualquer ostentação inútil. Uma das pessoas que mais tratou do tema da simplicidade, inclusive no campo da arte, foi Pablo Picasso (1881-1973), inesquecível pintor espanhol.

    Picasso defendia com veemência a percepção da simplicidade, inclusive, nas estruturas geométricas, nas suas grandes produções nas artes plásticas. É curioso porque, embora tivesse a pintura como seu veículo para a simplicidade, ele tinha um nome nada simples: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remédios Cipriano de Ia Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso. Ao adotar Pablo Picasso, ele clarificou a ideia de simplicidade.

    Picasso dizia algo muito inteligente: “Gostaria de viver como um pobre com um monte de dinheiro”. Viver como um pobre, isto é, com uma vida mais simples, mas que ele não tivesse a miséria, não tivesse carência insolúvel.

    Boa a ideia de simplicidade, não ter carências insolúveis, mas tendo a pobreza como sendo o ideal também.

    Mário Sergio Cortella
    “Pensar bem nos faz bem”, Editora Vozes

  • Paz ativa

    Ser pacífico não significa de modo algum ser passivo.

    Gandhi (1869-1948), que morreu assassinado, escreveu em Cartas a Ashram: “A não violência completa é a ausência completa de má-fé para com tudo o que vi. A não violência sob uma forma ativa é a boa vontade para com tudo que vi. Ela é amor perfeito”.

    O que é esse amor perfeito? A não violência na forma ativa. A ideia de não se ter má-fé em relação a tudo que existe.

    Essa percepção de Gandhi – não por acaso chamado de Mahatma Gandhi, o homem mais elevado, mais abençoado – expressa que a não violência é a ausência completa de má-fé para com tudo que vive.

    Essa concepção envolve, já nos anos de 1940, a ideia de ecologia, de meio ambiente, no qual nós tenhamos a capacidade de existir sem degradar, de uma sociedade que não esgote a sua capacidade de convivência e de vivência. Portanto, uma paz ativa.

    Mário Sergio Cortella
    “Pensar bem nos faz bem”, Editora Vozes

  • O amor faz uma grande diferença

    Todo o ser vivo encontra no amor sua força. Quem gosta de preparar alimentos certamente descobriu que há uma grande diferença na preparação de um prato quando há amor envolvido nesta atividade. Quem lida com animais percebe que estes são sensíveis ao amor com que são tratados. Assim acontece em todas as obras. Na música, no artesanato, até em uma simples atividade doméstica o amor faz uma grande diferença. O amor vem de Deus e a Ele deve retornar pelo amor com que fazemos todas as coisas.

    Bom dia e Bom trabalho!

    Reflexão feita por José Irineu Nenevê
    Blog: https://bomdiaebomtrabalho.wordpress.com/

  • Coerência entre pensar e agir

    “O homem que não é movido pela harmonia de sons harmoniosos é capaz de todo tipo de traições, estratagemas e depravações” (William Shakespeare, escritor britânico, 1564-1616).

    Os elementos da natureza são harmônicos. A palavra “harmonia” nos remete a uma coerência entre os elementos. Na música produz sons agradáveis aos ouvidos que eleva a alma, na literatura uma beleza no trato com as palavras que agrada ao leitor, na arte cria elementos que transcende a matéria e revela o oculto, no convívio social uma concordância na troca de ideias, que produz a paz, e assim por diante. Mas nem todos podem ou querem perceber isso. Esta sensibilidade está reservada a quem busca na vida uma coerência entre pensar e agir tendo em mente o bem, o amor e a paz. Quem ao contrário procura viver para tirar vantagem pessoal em tudo sem se importar com nada, prefere o que lhe é próprio de seu pensar e agir, ou seja, a desordem, a agressão, a destruição, etc. Assim, até o tipo de música que a pessoa gosta de ouvir revela muito de seu caráter.

    Bom dia e Bom trabalho!

    Reflexão feita por José Irineu Nenevê
    Blog: https://bomdiaebomtrabalho.wordpress.com/

  • Não há aplicativo para a fé

    “Ó meu Senhor e meu Salvador, nos teus braços estou seguro. Se me guardares, nada terei a temer; se, porém, me abandonares, nada eu poderei esperar. Não sei o que vai acontecer-me desde agora até a hora da minha morte, não sei o que será o futuro, mas confio-me a Ti. Repouso totalmente em Ti, porque Tu sabes o que é bom para mim, e eu não sei” (Beato John Henry Newman, teólogo, sacerdote anglicano inglês, 1801-1890).

    Em nosso mundo eletrônico moderno, criamos muitos mecanismos de orientação. Temos em mãos equipamentos de comunicações que fornecem até a nossa localização precisa para evitar a desorientação, mostrando o caminho certo a seguir. Mas além a orientação geográfica, existe a nossa orientação espiritual que é fundamental e que nenhum equipamento pode nos mostrar apenas a nossa fé. Ela nos aponta um Deus misericordioso. “Diante de vós o mundo inteiro é como um grão de poeira, que faz pender a balança, ou como uma gota de orvalho, que desce de madrugada sobre a terra. Tendes compaixão de todos, porque vós podeis tudo; e para que se arrependam, fechais os olhos aos pecados dos homens” (Livro da Sabedoria de Salomão 11, 22-23). Mas para isso temos que escolher, ouvir a voz de Deus ou seguir o clamor das mídias que tenta nos convencer que Deus nem existe. Nossa escolha é livre.

    Bom dia e Bom trabalho!

    Reflexão feita por José Irineu Nenevê
    Blog: https://bomdiaebomtrabalho.wordpress.com/

  • O amor como base na vida

    “Bote amor e sua vida será como uma casa construída na rocha” (Jorge Mario Bergoglio, “Papa Francisco”, jesuíta argentino, nasceu em 1936).

    Edificar sobre a rocha é ter uma boa base. Jesus nos ensina: “Quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha” (Mateus 7, 24). Em qualquer edificação, sua sustentação está em uma boa base. Jesus afirma que suas palavras são esta base da fé em Deus. Disse isso porque muitos conheciam de cor versículos do Antigo Testamento, mas não praticavam, era como se construir uma casa sobre uma superfície instável como a areia que desmorona diante das instabilidades.

    O Papa Francisco acrescenta o amor para que a vida seja como uma casa sobre a rocha. Todos nós passamos por dificuldades de toda espécie, são momentos difíceis em que muitas vezes a escuridão não permite ver o caminho, mas sentimos a segurança nas palavras de Jesus. O mundo oferece muitas facilidades para nos desviar do caminho do bem, mas se nos perguntarmos, o que Jesus faria se estivesse aqui no meu lugar? Esta resposta nos mostra como devemos agir. Aprenda a amar em seu sentido mais profundo e transforme sua vida.

    Bom dia e Bom trabalho!

    Reflexão feita por José Irineu Nenevê
    Blog: https://bomdiaebomtrabalho.wordpress.com/

  • Um coração que se alegre em ti

    “Quem pergunta com má intenção não merece ouvir a verdade” (Aurélio Ambrósio, ou “Santo Ambrósio, doutor da Igreja e Arcebispo de Milão, 340-397)

    Pense antes de responder. O modo de formular uma pergunta demonstra a intenção do inquisidor. Fizeram isso muito com Jesus, elaboravam perguntas capciosas com o objetivo de acusá-lo por suas respostas. Como Jesus conhecia a intenção de seus corações, devolvia com outra pergunta ou contava alguma parábola, ou mesmo ficava em silêncio. A palavra deve ser dita de forma clara, com precisão e no tempo adequado para que seja eficaz. Sobre isso o Livro nos Provérbios (25, 11) nos ensina; “Como maçãs de ouro em bandejas de prata, assim é a palavra dita ao seu tempo”. A má intenção está no coração das pessoas. Ela só entra quando abrimos a porta de nosso coração. Devemos tomar cuidado para que o nosso coração não se corrompa e endureça pela contaminação do “mundo”. Santo Ambrósio assim orava: “Senhor tome este coração de pedra e dá-me um coração de homem, um coração que te ame, um coração que se alegre em ti, que te imite e te compraza”.

    Bom dia e Bom trabalho!

    Reflexão feita por José Irineu Nenevê
    Blog: https://bomdiaebomtrabalho.wordpress.com/

  • Estupidez perigosa

    Uma das coisas mais arriscadas da vida é a pessoa que tem poder e influência ser marcada pelo comportamento estúpido.

    Ninguém está isento de atos de estupidez; no entanto, a maneira tola de agir, o modo idiota de pensar, quando acomete alguém que tem influência ou poder, que tem capacidade de gestão, que tem autoridade sobre outro, ela se coloca num patamar muito mais perigoso e se torna, portanto, temerária.

    Frase das mais horrorosas que já li e que gosto de meditar sobre ela para que a gente não caia nessa armadilha é de Adolf Hitler (1889-1945), pouco admirável em sua trajetória.

    Sua obra principal, Minha luta, ajudou a criar algumas das bases teóricas do que foi depois o nazifascismo na Europa e ainda hoje influencia algumas pessoas. Nela, Hitler escreveu: “Temos de ser cruéis, temos de recuperar a consciência tranquila para sermos cruéis”.

    Parece, à primeira vista, uma oposição entre consciência tranquila e crueldade. O exercício da crueldade como sendo possível, a partir de uma consciência que não se envergonha da crueldade praticada.

    É aí que eu coloco essa perspectiva da estupidez perigosa. Relacionar tranquilidade da consciência para a prática da crueldade é absolutamente estúpido.

    E Hitler também o foi.

    Mário Sergio Cortella
    “Pensar bem nos faz bem”, Editora Vozes

  • Alienação

    A palavra “alienação” é usada por vezes no campo da propriedade. Por exemplo, em um financiamento de um objeto móvel ou imóvel, muitas vezes ele vem com o registro de alienação, isto é, a pessoa tem o uso, mas não a posse, a propriedade está alienada. A palavra “alienação”, inclusive, foi usada até o século XIX como sinônimo de demência, de doença mental ou, até, como se chamaria mais tarde, de loucura. Tanto que o especial Machado de Assis (1839-1908) tem um conto clássico chamado O alienista. Hospício, como diríamos em português, é asilo de alienados, portanto, a expressão” alienados” significa aquele que não pertence a si mesmo.

    Fala-se, também, em alienação política, em relação àquele ou àquela que não toma consciência do que acontece à sua volta, e, quando toma, age de acordo com a manada, não tem uma percepção clara daquilo que precisa fazer, apenas segue o bando.

    O escritor florentino Dante Alighieri (1265-1321), na última parte de sua obra clássica Comédia, em que há o Paraíso, bradou: “Sede homem, sim, mas não obtuso gado”.

    A obtusidade costuma acompanhar a conduta como bando.

    Mário Sergio Cortella
    “Pensar bem nos faz bem”, Editora Vozes

  • A ideia de posse

    A linguagem do que é desumano revela-se por meio do aumento de conceitos relacionados com a ideia de posse, como: ordenar, vigiar, combater, dominar, determinar, manipular, seguir. Essas construções denotam a ingerência na vida de uma pessoa até que se possa vencer e apossar-se da mesma. Dolf Sternberger teve que constatar, quando da publicação da segunda edição do seu livro, que essa linguagem do desumano ultrapassou os limites do Terceiro Reich e está vigente ainda hoje, acima de tudo, na linguagem burocrática.

    Anselm Grün, “Onde eu me sinto em casa”, Editora Vozes.

  • Perdoar a mim mesmo e aos outros

    Pegue um caderno e um lápis e sente-se num lugar em que você não será perturbado. Faça uma retrospectiva de sua vida e anote as estações mais importantes, os pontos de virada e as grandes decisões, tanto profissionais quanto privadas.

    Depois reflita sobre estas perguntas nesta sequência:

    > Por quais coisas sou grato?

    > O que me foi presenteado?

    > Quais são as experiências, os ferimentos que ainda me causam dor?

    > Quem me feriu?

    > O que preciso perdoar a quem?

    > Quais foram os aspectos positivos dos desvios que percorri?

    > O que preciso perdoar a mim mesmo?

    Quando você refletir sobre essas perguntas, é provável que surjam também alguns sentimentos: irritação, raiva, luto… Permita esses sentimentos, dê espaço a eles, permita que se manifestem e não os julgue. É claro que podem surgir também sentimentos como alegria e gratidão por algo que deu certo. Dê espaço também a estes.

    Zacharias Heyes, “Em casa comigo mesmo – guia para reequilibrar o corpo e a alma”, Editora Vozes

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